quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Alentejo , O Alentejano

Queria ser eu a escrever isto ,
infelizmente a tanto
não me chega o engenho,
fica-me no peito entanto
o sentimento de ser d' Alentejo
e Alentejano tentar ser ...


O ALENTEJO

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para o homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para um alentejano, não há longe, nem distância, porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado.. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas, para que uma pessoa se ria de si própria, não basta ser ridícula, porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano.. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

V Vampiragem Motoxaparrence - 29-03-2008






By hulkpt at 2008-03-27

Comecemos então , para mim o dia da V vampiragem xaparrence começou às 6:30 , toca de levantar tomar um belo de um banho , fazer a barba e ir para o computador imprimir uns panfletos sobre o aniversario dos motoxaparros , que mais tarde um chato andou a distribuir pela malta , acabo de imprimir as coisas , e como ainda não eram 8:30 , a hora combinada com o Rui da Triymph , toca de ir atestar a burra para estar descansado , quando chego tava o Rui já à minha porta , toca de colocar a agua do hulk na mala , equipar , colocar a bandeira no ferro e seguimos para a Feira Nova .
Desta vez somos os primeiros a chegar , normalmente o Lightning já lá costuma estar mas desta vez ganhamos-lhe mais um compasso de espera e eis que chega o Francisco Sampaio , vamos aos morfes que se faz tarde snão depois é uma enchente no hospital que ninguem se despacha , tavamos nós em meio do 1º pequeno almoço e eis que chega o Delisis , toca de enfardar qualquer coisa à pressa que isto são quase 9:30 e a essa hora temos que estar no hospital para começar-mos a chupadela , assim tavos de abalada quando chegam o Marco com a Mara e mais atrás o Ramon com uma cara de poucos amigos , acho que tinha algo a ver com não ter conseguido fazer o sono de beleza por causa do entusiasmo de ir se chupado ...
Chegada ao hospital e desta vez entramos mesmo , o segurança lá nos arranja um sitio para colocar-mos as motas ao que eu lhe digo que não vamos ali caber todos , ele olhando para mim meio a sorrir pois éramos 5 naquela altura , disse que não havia problemas , mais tarde iria-me dar razão .

bem estamos no ir senão começa a chegar pessoal e um gajo nunca mais se dessenrasca , o Duarte foi o primeiro e logo de seguida eu o Rui e o Lightning em rápida sucessão.


enquanto nós estamos a ser chupados eis que chegam o Ramon , Marco com a Mara , CB+SL (Bicho) e o garnde ZP , enquanto eles estão preenchendo os papeis e indo á vestoria com o médico começam a chegar o pessoal de mais longe ...
A Sá Cortes e o Canivetes (ou como é que ele se chama )


bem a partir daqui só me lembro de alguns momentos mais pois começam a decorrer tantas coisas ao mesmo tempo que uma pessoa não consegue reter todos os pormenores ...

Chegada do pessoal da margem , os que não estiveram à espera do ventoinha .
Cardan , Angelina , João Henriques , Rui Gonçalves.


entretanto o gajo da manica das peligrafias começa a disparar a torto e a direito.


e enquanto o pessoal da margem sul dá sangue


(ramon como é que te atrasaste tanto ??? , tiveste a chupar na palhinha não ) , alguns porque outros viram a chupadela barrada pois o stock tava cheio , quer dizer isso foi o que ele (Cardan ) disse , mas eu táme cá a parecer que a enfermeira o rejeitou por ele demorar muito tempo a ficar em prontidão para ser chupado ... enfim coisas da idade :twisted:
mas como recompensa pode degustar a agua do Hulk para matar os micróbios .
E eis que chegam os restante , ventoinha e companhia , e neste ponto o segurança que se tinha rido para mim de manhã de certeza que teve que engolir as palavras.


ainda houve mais uns (ventoinha ) que tiveram a dádiva barrada pois o gajo não ia dar sangue , ia dar JB positivo e isso poderia depois originar problemas ... :twisted: depois de tar toda a gente chupado eis que é dada a abalada para os morfes , uma estrada porreira embora com alguns ressaltos e a chegada ao restaurante onde o pessoal de Estremoz e do Gosma já nos aguardavam , bem como alguns clientes de ultima hora (Wally) .



podiam ter desviado (tirado) a roupa ... :twisted:


após o almoço que não vou estar aqui a relatar em pormenor , que é para não deixara o pessoal ainda com mais agua na boca , uns seguíram para casebres , outros foram para a sede do Moto clube de Arraiolos , e depois de uma paragem e de uma bejecas , alguns ainda seguíram para a sede do Gosma , eu ao contrario do que é costume não fui dos últimos a abalar pois ainda tinha uma festa de aniversario nessa noite , e no dia seguinte pelas 9:00 era para estar a abalar para o Fundão e para o dia do Motociclista (cronica brevemente num computador perto de si), não quero no entanto acabar esta cronica sem deixar aqui o meu agradecimento e o dos Motoxaparros a todos os participantes neste convivio , a saber :

a lista não segue nenhuma ordem em especial ...
Ramon
Hulk
Minie
Lightning
ZP
CB
SL (Bicho)
Rui Gonçalves
Cardan
Ventoinha
Beta
Fernando FJR
Dias
Dino
Ydamba
Fadinha
SataN
Vitor Sousa
PMS
Dario69
Rosário (A virgem a dar ... sangue)
João Henriques
Tolopes
Rosa
Ligia Vieira
Paulo Pereira
Hugo Caldeira
Torres - Estremoz
Paulo
Green
Fanana
Careca
Rui Coelho - Gosma
Carmo
Delisis
Angelina
Helder/Metraton
Serrinha
Marco
Marco - Motoxaparros
Mara
Coño
Canivetes
Sa Cortes
Ladeira
Nraposo
Rui Triymph
Pedro Vicente
Catarina
João
Pedro
Patricia
Sergio
Wally
Suzana
Rui Luis ?
Raquel